domingo, 11 de abril de 2010

QUARENTINHA-O MAIOR ARTILHEIRO DE TODOS OS TEMPOS DO BOTAFOGO



Waldir Cardoso Lebrego
15/09/1933
Belém-PA
Centroavante

O temido Quarentinha, artilheiro do Botafogo no final dos anos 50 e início do 60, não sabia a quantidade de gols que marcou ao longo de sua carreira. Calcula que tenha passado dos quinhentos.
O temido Quarentinha, artilheiro do Botafogo no final dos anos 50 e início do 60, não sabia a quantidade de gols que marcou ao longo de sua carreira. Calcula que tenha passado dos quinhentos.
Quarentinha, é o maior artilheiro da história do Botafogo com 308 gols em 446 jogos. Jogando ao lado de Didi e Garrincha, fez história no Botafogo. Tem a melhor média de gols da história da Seleção Brasileira: 1 gol por jogo (17 jogos e 17 gols).

MANGA



Aílton Correia Arruda
26/4/1937
Recife - Pernambuco
Goleiro

Apelido de Manga, o pernambucano revelado pelo Sport, consagrou-se no Botafogo. Foi um dos maiores fenômenos da posição na história do futebol brasileiro. Arrojado, elástico, autor de defesas impossíveis, tinha quase todos os dedos da mão quebrados. Aliás, mal fechava a mão.
O folclórico goleiro, de tantas histórias , adorava provocar a torcida do Flamengo. Ás vésperas de clássicos diante do rubro-negro, avisava que já gastara o bicho antecipado.

MARINHO CHAGAS



Francisco das Chagas Marinho
08/02/1952
Natal - Rio Grande do Norte
Lateral Esquerdo

Quem ia imaginar que aquele garoto comprido e franzino de apenas 18 anos, conhecido como Marinho, lançado pelo treinador interino do Riachuelo, Antônio Castro, um dia chegasse a jogar no futebol carioca. Muito mais integrar a Seleção Brasileira em dezenas de jogos, inclusive na Copa de 74, quando foi apontado como um dos dois maiores laterais do Mundo ao lado do alemão Breitner.
Em 1972 recebeu a grande oportunidade da carreira. Foi contratado pelo Botafogo-RJ e por lá jogou cinco anos.
Um dos mais completos laterais-esquerdo de todos os tempos do futebol mundial. Para a maioria o segundo melhor depois de Nilton Santos. Veloz, subia ao ataque e voltava para marcar com a mesma eficiência. Habilidoso, driblava com extrema facilidade. Técnico, dificilmente errava passe ou cometia a falta. Como se não bastasse tinha potente chute de pé direito, o que lhe valeu o apelido de Bomba do Nordeste. Também chutava muito bem de perna esquerda.
Marinho, foi a grande vítima da queda do time do Botafogo nos anos 70. Com a saída de Jairzinho, passou a ser o único craque da equipe.

GERSON "Canhotinha de Ouro"


Gerson de Oliveira Nunes
11/01/1941
Niterói - Rio de Janeiro
Meia

Era chamado de o Canhotinha de Ouro pelo futebol inteligente e habilidoso que praticava. Tinha grande sentido de organização e estratégia, era um técnico dentro de campo; lançamentos perfeitos de perto ou de longe, capaz de colocar a bola no peito do atacante a 40 metros de distância; chutes fortes e precisos; ótimo cobrador de faltas; liderança, não tinha papas na língua quando fosse preciso orientar o time ou até mesmo xingar um companheiro, daí o apelido de "Papagaio".
De personalidade forte Gerson, logo depois chegou à perfeição como jogador de meio-de-campo”, elogiou-o ninguém menos do que Didi, cuja posição herdou no time do Botafogo. Praticamente expulso do Flamengo, em 63, Gérson de Oliveira Nunes encontrou-se no Botafogo. Foi o grande comandante do time até 69. Sua perna esquerda fazia maravilhas.
Em 1969 deixou o Botafogo e foi para o São Paulo. Gerson foi um dos maiores estilistas do futebol brasileiro. A técnica e a liderança eram completadas com uma inteligência rara para enxergar o futebol. Sua consciência tática era impressionante. Todo esse talento compensava o fato de fumar como poucos, até mesmo no intervalo das partidas. Foi um dos grandes líderes da seleção de 1970 ao lado de Carlos Alberto Santos e Pelé.
Pela Seleção Brasileira jogou 98 vezes (83 oficiais) e marcou 28 gols . Participou das Copas do Mundo de 1966 e 1970.
Foi com sua melhor característica, o lançamento, que fez de Roberto e Jair artilheiros no Botafogo. Mas além disso, sua grande inteligência lhe deu a posição de comandante não só do meio-campo, mas do time inteiro tanto sabia dar esses lançamentos citados, como um chutão para o lado, quando a coisa estava feia, ou até mesmo atrasar uma bola para seu goleiro após várias fintas na área.
Por quase todos os clubes que passou, Gérson fez o nome dos atacantes. Foi com sua melhor característica, o lançamento, que fez de Roberto e Jair artilheiros no Botafogo, e mais tarde os limitados Toninho e Terto, no São Paulo, que o meia tornou-se peça principal na engrenagem de todos os times em que atuou.

DIDI "Príncipe Etíope"


Waldyr Pereira
08/10/1929
Campos-Rio de Janeiro
Meia Armador

Didi começou a jogar futebol muito cedo, no infantil do Aliança, time de Campos, do Rio de Janeiro, sua cidade natal. Na juventude, quase teve de amputar uma perna.
Em 16 de junho de 1950, Didi inscreveu seu nome na história como o autor do primeiro gol no maracanã, sua equipe entretanto foi derrotada por 3 a 1 para a Seleção Paulista da mesma categoria.
Didi, foi um meia armador clássico, inteligente e assustadoramente frio. Voltou da Copa do Mundo de 1958 consagrado como o melhor jogador pela crítica internacional. .
Foi um vitorioso colecionador de títulos ao longo de quinze anos de atividade:campeão pelo Fluminense; bicampeão pelo Botafogo; bicampeão mundial. Aplaudido ou vaiado, Didi foi um jogador de grande personalidade. O escritor Nelson Rodrigues o chamava de Príncipe Etíope.
Em junho de 1950, Didi marcou o seu nome na história como o autor do primeiro gol no maracanã.
A sua maestria na arte de jogar futebol lhe rendeu vários títulos e homenagens, exaltando sua classe e sua elegância. Didi é uma das poucas unanimidades no que se refere a jogadores de habilidade e liderança no futebol brasileiro. Ficou famoso como o inventor da "folha seca", um estilo de cobrar falta que dava à bola um efeito inesperado, semelhante ao de uma folha caindo. Em uma cobrança de falta nesse estilo, classificou o Brasil para a Copa de 58, com a vitória por 1 a 0 sobre o Peru, nas eliminatórias de 1957. Na Suécia, foi eleito o melhor jogador do Mundial.

CARVALHO LEITE


Carlos Dobbert de Carvalho Leite
Centroavante
25/06/1912
Petrópolis - Rio de Janeiro

Campeonato Carioca de 1930, 1932, 1933, 1934 e 1935

Jogou no Botafogo entre 1928 e 1941. Conquistou o inédito tetracampeonato carioca de 1932 a 1935, além do título de 1930. É o segundo principal artilheiro da história do clube. Marcou 275 gols em 325 jogos, só foi superado vários anos depois de abandonar os campos por Quarentinha, que marcou 308 gols pelo clube.
Dentro da grande área era perfeito, e, com seu chute forte e estilo trombador, consagrou-se com a artilharia do Campeonato Carioca de 1936, 1938 e 1939. No Campeonato Carioca de 1930, aos 18 anos, foi o jogador que mais atuou na campanha do título carioca (vinte vezes), transformando-se no artilheiro da equipe, com catorze gols. Não se intimidava, nem na juventude, com a responsabiliade de vestir a camisa 9 do Botafogo.
Quem o viu em ação, no entanto, garante que poderia ter feito ainda mais gols, não fosse uma contusão que sofreu em maio de 1941 contra o Bonsucesso e que tirou para sempre dos gramados, aos 29 anos, um dos maiores artilheiros que o Alvinegro teve em toda sua história.
Mesmo depois de abandonar o futebol, Carvalho Leite continuou ligado ao Botafogo. Foi médico do clube durante muitos anos.
Carvalho Leite dizia que: "O Botafogo representa tudo para mim. Afinal eu só joguei no Botafogo e me orgulho muito disso. Ainda mais por ter ajudado a acabar com um jejum de 20 anos sem títulos, que se arrastava desde 1910".

AMARILDO


Amarildo Tavares da Silva
29/07/1940
Campos - Rio de Janeiro

No Botafogo substituiu Paulo Valentin e foi bicampeão carioca em 61/62, integrando um quinteto ofensivo com Garrincha, Didi, Quarentinha e Zagallo.
Rápido, oportunista, bom finalizador, foi apelidado de Possesso pela raça como disputava todas as jogadas. De técnica apurada, caiu como uma luva no ataque do Botafogo.
Jogou pouco tempo pelo Botafogo, porém mais do que o suficiente. Foi artilheiro do Campeonato Carioca e marcou mais de 120 gols com a camisa Alvinegra, na Copa de 1962 ( Quando jogou com Didi, Nilton Santos e Garrincha, o esquadrão alvinegro) substituiu muito bem o rei Pelé.
Amarildo pode ser considerado um jogador de azar. Craque de bola, raçudo, ídolo no Botafogo, teve um "defeito" que o atrapalhou em suas convocações para a seleção brasileira: jogava na mesma posição de Pelé, o melhor do mundo.
Por outro lado, pode ser considerado um jogador de sorte. Na Copa de 1962, Pelé se machucou no segundo jogo, e sobrou para Amarildo a responsabilidade de entrar em seu lugar. E este foi seu triunfo: não decepcionou. Jogou bem até a grande decisão e foi um dos destaques do Mundial.
Amarildo entrou no time envelhecido do Brasil (Pelé se machucara no segundo jogo e não mais voltou a campo nessa Copa do Mundo) na terceira partida da Copa do Chile, contra a Espanha e fez dois gols na vitória por 2 a 1, naquela que foi considerada a partida mais difícil do Brasil no mundial. Na finalíssima, novamente contra os tchecos, quando o Brasil ficou em desvantagem no placar, Amarildo tirou aquele frio da barriga do torcedor, com o gol de empate.

HOMENAGEM Á NOSSOS HERÓIS ALVINEGROS DE TODOS OS TEMPOS: JAIRZINHO



Jair Ventura Filho

Ponta Direita e Atacante
25/12/1944
Rio de Janeiro - RJ

Bicampeão carioca, em 67 e 68, Torneio Rio São Paulo, em 66 e Taça Brasil, em 68, pelo Botafogo além da Copa do Mundo em 1970.

Em 1965, acabando de sair do juvenil, Jairzinho recebeu uma missão praticamente impossível: ser o substituto de Garrincha no Botafogo. No entanto, ao invés de tremer ou decepcionar, o garoto de 19 anos encheu os olhos dos torcedores. Com a mesma camisa 7 às costas, Jairzinho não mostrou o talento de Mané para os dribles desconcertantes, mas seus gols e suas arrancadas também deixaram seu nome na história do clube.
Se substituir Garrincha no Botafogo já não era tarefa para qualquer um, imagine então ser o substituto do craque na seleção brasileira. Pois foi exatamente o que aconteceu com Jairzinho, no mesmo ano em que estreara nos profissionais do Alvinegro. Mais uma vez, o faro para o gol não falhou e, em 1966, na Inglaterra, disputou sua primeira Copa do Mundo, aos 20 anos.
Mesmo após o fracasso brasileiro em 66, Jairzinho permaneceu com seu status inabalado. Na volta para o Botafogo, já usando a camisa 10, o craque levou o Glorioso ao bicampeonato estadual em 67 e 68. Em 1970, veio a consagração. O ponta direita foi um dos principais jogadores da melhor seleção brasileira na história das copas, e deixou o México com o apelido de Furacão, devido às suas arrancadas e chutes fulminantes. Além de Jairzinho, nunca, em todos os Mundiais, outro jogador conseguiu marcar gols em todas as partidas da competição. Logo na estréia, contra a Tchecoslováquia, Jairzinho mostrou seu poder de fogo e balançou as redes duas vezes. Nos outros cinco jogos, Inglaterra, Romênia, Peru, Uruguai e Itália também foram alvos do Furacão, que marcou sete vezes na competição. A Taça do Mundo era nossa e o planeta inteiro reconhecia o futebol do craque.
Quatro anos após o Mundial do México, Jairzinho fez parte da seleção brasileira que ficou em quarto lugar na Copa da Alemanha e, logo em seguida, deixou o Botafogo. Depois de mais de dez anos defendendo as cores alvinegras, e sendo um dos maiores salários do futebol brasileiro na época, o Furacão trocou General Severiano pela Europa, e foi jogar no Olympique de Marselha, da França, ao lado do também brasileiro Paulo César Caju, ex-companheiro de seleção e Botafogo.